| domingo, 17 de fevereiro de 2008 |
Previously, on Lost...
| Semana merda, semana Loser u.u' E olha que Loser e merda são coisas mais opostas que fogo e gelo, mas isso só se aprende com o tempo. Tipo, sabe no fantástico mundo de Bob, quando ele vai visitar um coleguinha todo bonzinho, numa casa bonitona, e quando os pais do coleguinha saem de perto ele vira um demônio e inferniza a vida do Bob?? Tá, acho que ninguém se lembra desse episódio, mas foi a única coisa que me veio à cabeça pra descrever essa semana. Sem internet, talvez por pouco tempo, talvez por muito... sem sossego, acordando cedo... dá pra acreditar?? Eu, acordando cedo nas férias! 0.0 E o pior... tendo como despertador uma guria chorando pq quer a mãe u.u Ê vidão! No começo eu sentia saudade de todo mundo... mas depois q eu comecei a mandar mensagem pra todo mundo e ninguém me respondia acabou a saudade T_T' Já não sinto mais tanta falta das pessoas, agora a falta maior é de poder ficar sozinha por mais de 8 horas por dia. Sério, eu tô pirando! Desde o carnaval eu não consigo isso, e realmente está me irritando. Foi legal enquanto durou, né, povo? Mas realmente, agora eu sou uma chata que trabalha e estuda, e quer passar todos os fins de semana bem pertinho da minha própria cama, do meu próprio computador, assistindo Lost e mandando o resto do mundo às favas! Pondo a famosa frase "Ame-me ou deixe-me" em cheque... e constatando o óbvio: não dá pra me amar assim, com esforço gostar muito... então só lhes resta, caríssimos, o Deixe-me! nem precisava pedir, né? T_T'
Apenas dito por Cendrillon, às
10:31, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [0] falaram sobre.
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| domingo, 10 de fevereiro de 2008 |
3 dias...
| 3 dias uma pinóia! Eu tenho 3 horas agora! Como vai ser daqui pra frente eu não sei. Como vai ser morar em Campo Grande sem meus pais, amigos e internet eu não sei, só sei que isso vai acontecer, em poucas horas. E eu estou certa de que cinco meses morando com eles vão mudar totalmente tudo que eu conheço por vida. Mas Eu sempre soube que 2008 mudaria tudo. Eu vou morrer de saudades, de solidão e de tanto mais! Mas eu prometo voltar inteira, mesmo que não interesse a mais ninguém. Mais um longo período de exílio forçado. Mas acho que eu sobrevivo. Só espero poder postar no aniversário do blog. Até lá eu devo me virar fazendo posts de som e hospedando aos domingos =D Bai-bai o/
Apenas dito por Cendrillon, às
12:47, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [0] falaram sobre.
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| sábado, 9 de fevereiro de 2008 |
Lichtgestalt
| A princípio éramos quatro. Ainda que bem diferentes, entre berros,
beijos e brigas, estávamos juntos graças a única e exclusivamente a sua
dedicação. Mas mesmo com todo o seu esforço, há doze anos, nosso
primeiro membro se desprendeu... e eu ainda lembro do jeito como ela
olhava para aquela porta, como se pensasse "é, acho que eu fracassei". E
ainda que eu tivesse seis anos e não estivesse nem aí pro que acontecia
ao meu redor, eu tinha vontade de dizer alguma coisa. Mas como uma
criança poderia ter palavras? Eu queria hoje apenas ter coragem
de dizer o quanto ela foi corajosa e que eu sei como ver uma filha
saindo de casa aos dezesseis foi doloroso, mas ela precisou deixar para
que não só ela fosse feliz e livre, como pra salvar um casamento que
ela tanto prezava, e uma família pra mim. Mas eu não tenho. Aí eu escrevo. Éramos
três. Ainda que meio distantes, com certos segredos e coisas que eu não
podia entender, estávamos juntos graças a única e exclusivamente a sua
dedicação. Mas todo o esforço eaté a omissão das suas vontades,
não foi o bastante para impedir que, há dez anos, ele partisse também.
Como se todas as vezes em que ela engoliu seu autoritarismo e sua
arrogância com um sorriso no rosto não fossem importantes, e pudessem
ser descartados de repente. Dessa vez, com oito anos, eu pude
sentir meu coração partido pelo primeiro homem da minha vida, mas sei
que minha dor, embora maior que aquele corpo minúsculo e magrelo que eu
tinha (?) não chegava nem perto do que ela sentiu ao perceber que tinha
perdido uma filha por ele, que tinha se apagado por tantos anos e num
instante tudo tinha acabado, e agora ela não tinha mais uma família. Por
dez anos fomos nós duas, sozinhas, lutando, dividindo tudo, brigando e
nos entendendo, e eu não consigo imaginar uma pessoa mais tolerante e
generosa quanto ela, mesmo que eu pense muito. E ela foi a mais
incrível, a mais forte, a mais doce, a mais chata, a mais criança que
eu, a louca que quer comemorar meus dezoito anos numa boate gay, e a
cabuladora de aulas que repetiu a terceira série pq ficava sentada o
dia todo sob a figueira perto da escola, e que fingiu ser uma menor
explorada pelos pais para escapar do castigo. E ela me contou das histórias que tinha, dos infernos que fez passarem e eu me pergunto como ela pode ter sido tão má um dia? E ela me faz rir tanto com suas asneiras, que eu até esqueço da TPM... E ela me dá tanto, por tão pouco... E eu sou a única coisa que ela tem. Mas eu... eu ainda tenho uma história pra construir! E é justo eu deixar alguém que sempre esqueceu de si mesma por todos os que amava, e um a um, a deixaram?
É
justo eu querer seguir o meu caminho, sabendo que muita gente ainda vai
passar pela minha vida e me acompanhar, sabendo que sem mim, ela vai
ficar toatalmente sozinha daqui em diante?
É justo eu pensar só em mim e esquecer a única pessoa que sempre esteve comigo por todo esse tempo?
E a cada vez que eu penso nisso eu sinto muito mais dor que todos os meus fracassos amorosos já me causaram juntos.
Arrumei um emprego. É o primeiro passo pra minha tão esperada vida adulta.
Mas de cara eu entendi que uma escolha é a perda de uma alternativa.
De cara eu vi que não posso ter tudo que desejo.
Um emprego. Um salário. Uma casa nova, uma família nova.
Get a job, get a life... acho que pela primeira vez essa frase fez sentido.
Mais que peso na consciência por deixar alguém. Muito mais.
Isso me faz pensar se construir uma família pode um dia valer a pena.
Se sacrificar-se por alguém pode compensar.
No fim, eles sempre vão nos deixar.
No fim, você termina só.
Live together, die alone.
E medo. O maior medo que eu já senti em toda a minha vida.
Isso
é mais que escolher entre contar ou não um segredo a um amigo, ou
enfrentar ou não a valentona da sala ao lado, ou entregar ou não o
boletim com notas vermelhas para ela.
Isso é saber que eu vou pra longe, e talvez algo aconteça e eu não esteja por perto.
E eu não esteja por perto.
Isso é a coisa mais horrível que eu já senti.
É um adeus a tudo que eu conheço, é um adeus à minha vida.
E eu quero ser forte, mas acho que não sou.
Eu quero, eu sei que posso, mas eu sofro muito por ter que dar adeus à minha vida, por ter que embarcar em outra, desconhecida.
Agora são cinco meses. Depois, quem sabe, até o fim da faculdade. Depois São Paulo, depois Irlanda. E depois?
Depois eu não sei se ela ainda vai estar aqui. Não sei nem se eu vou estar.
E quanto sofrimento o meu progresso vai dar a ela?
Quanta solidão?
Foi
o post mais diferente da história do LWB, e o menos interessante pra
quem lê. Mas acho que tudo vai mudar daqui pra frente. Essa semana vai
mudar pra sempre tudo aquilo que eu sou.
Eu tenho apenas 3 dias. Depois?
Apenas dito por Cendrillon, às
23:04, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [0] falaram sobre.
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| quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 |
ô pissiu.
| Tô triste pra caralho. E é contigo mesmo u.ù
Apenas dito por Cendrillon, às
12:35, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [0] falaram sobre.
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