| quarta-feira, 31 de outubro de 2007 |
'Ella' Rigby
| Ah, look at all the lonely peole... E então, até onde você consegue chegar, até onde você o quer? Até onde você se permite, até onde alguém já te pôde invadir? Há um limite, uma linha, uma porta... entre todas as pessoas. Cada um tem um quarto trancado, onde raramente mesmo o proprietário consegue chegar. Mas ele guarda, ele sempre guarda aquela porta como quem guarda a vida. E guarda mesmo. E todos os sorrisos são vãos, todos os amigos são nada, todos os amores - se eles existirem - são meros intrometidos. Mas quando se abre a porta e alguém consegue entrar... ainda que a intromissão seja rude e imprópria... certamente o mundo inteiro vai mudar. E nenhum sorriso será vão, e todos os amigos serão tudo, e seu amor - do tipo que for - será você também. Quanto tempo uma pessoa pode demorar para entender algo simples? Todo o tempo do mundo! Quanto tempo eu demorei pra entender que minha porta já fechou faz tempo demais, e pensando bem, ninguém mais representa nada importante além de mim. Não dá mais pra olhar pra todo mundo como antes. E cada vez mais incomoda, enjoa, enjoa, enjoa! Tudo porque essa onda de "sempre as mesmas merdas" se abateu por aí... e matou todo mundo que eu conhecia e amava. Por mais que eu olhe, eu não consigo mais encontrar ninguém. Todo mundo morreu... o que sobrou foi um exército de zumbis previsíveis com quem eu preciso conviver pra não enlouquecer. Ou o problema é comigo. Que hoje descobri o óbvio! Você não é amado porque é bom... você é bom porque é amado! É exatamente isso. Unicamente isso. Irreversívelmente isso. Infelizmente isso. ...Ah, look at all the lonely people!
Apenas dito por Cendrillon, às
0:15, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [1] falaram sobre.
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| domingo, 14 de outubro de 2007 |
E eis aí o horário de verão...
| Acho que esse é o post mais tradicional do blog. Eu sempre arrumo um
jeito de dar as boas vindas a essa época tão estranha e mágica que vem
todos os anos, embora minhas esperanças quanto a ela tenham caído
consideravelmente esse ano. Daytime savings... saudades absurdas,
a perder de vista, a perder o fôlego, a perder qualquer sorriso. Quero
meus horários de verão anteriores... quero minhas férias na casa da
minha avó, quero manga gelada na rede, barbie nova, acampamento no
quintal, apostar corrida descalça (mesmo perdendo sempre), quero o sol
gostoso das sete da noite, quero praças, horas de conversa furada, os
meses mais incríveis que eu já vivi... queria mesmo era voltar a me
sentir feliz por me sentir assim.
Mas agora o horário de verão é só um horário de verão.
The river is just a river...
É que nesse tempo todo nunca chegou a esse ponto. Quando começou então?
Pois se começa a morrer, no momento em que se nasce
Talvez o ápice tenha sido mesmo o primeiro dia, e o decadente fim todas as centenas de dias que se seguiram, até hoje.
E ainda assim eu a amo, e ela é incrível e indiscutivelmente parte
de mim, mesmo que a cada vez que eu olhe pra ela, eu traga pra dentro
do peito minha "easy friend"...
Nunca na vida eu desejei tanto não ter razão.
Nunca na vida eu odiei tanto o previsível.
Nunca na vida eu quis tanto que minhas loucuras doentemente improváveis fossem impossíveis.
Mas eu sempre soube que Capitu era uma vadia, que os olhos de
ressaca eram apenas a mais vil das armas que ela tinha, e que ele, com
toda a sua casmurrice, nunca chegou a ser louco.
Hora de cumprir a promessa, guria. Hora de ficar feliz. De fazer de tudo pra que o outro lado seja seu, e ponto.
Apenas dito por Cendrillon, às
22:30, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [0] falaram sobre.
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| sexta-feira, 5 de outubro de 2007 |
DPS
| Eu poderia descrever exatamente como foi. Mas pela primeira vez eu
acho que as palavras se tornariam pequenas e vãs, principalmente vãs. E
eu não preciso postar aqui pra daqui a alguns anos ler e lembrar de
como foi... cada segundo daquele dia, e principalmente daquela noite,
vão ficar pra sempre guardados não só na minha memória, mas na história
da minha vidinha vã. Mas então que droga é essa que eu tô
sentindo agora? É uma mistura de plena satisfação com o maior vazio do
mundo... acho que uma pessoa é do tamanho dos seus sonhos, e um dos
maiores que eu tinha foi promovido à lembrança na noite de ontem. Ou
talvez não seja bem isso. Porque foi perfeito, impecável, imprevisível,
fabuloso, lúdico, onírico e tudo mais... mas sei lá... o clima daquele
dia tinha alguma coisa que estava me incomodando. Passou,
passou... quem se importa com isso agora? Eu vi o Tilo... eu virei fã
da Anne, eu fiquei na grade e embora destruída pelos Hammerfentos, foi
simplesmente Lacrimosa ^^
Apenas dito por Cendrillon, às
11:47, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [0] falaram sobre.
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