| quinta-feira, 14 de dezembro de 2006 |
Todo dia
Todo dia a insônia
Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão
É pretensão de quem fica
Escondido, fazendo fita
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir...
É perturbador como de repente tudo vai ficando do jeito que eu quis. Não que seja algo ruim... só é estranho, muito estranho, muito déjà, déjà... me deixa inquieta...
Mais inquieta ainda eu fico por saber q estou ficando cada vez mais transparente, dando mais margens pra ligarem os pontos e perceberem que 1+1=2... Antes eu não fazia isso... eu colocava mil símbolos e fazia desse cálculo uma verdadeira eqüação de "quinto" grau.
E ao mesmo tempo... parece que pra mim também tá ficando mais fácil, ou sei lá o que tá acontecendo.
Deixa pra lá o Déjà, déjà...
Férias again... dias que começam às 3:30 da tarde e terminam às 5:30 da manhã... época de auto-didática em inutilidades que acabam em fevereiro, época em que estranhamente as amizades parecem mais bonitinhas, mais verdadeiras, mais sei lá o quê de meloso se puder imaginar...
Sempre férias, sempre... férias...
Vou dar um desconto por hoje.
Bai-bai o/
Apenas dito por Cendrillon, às
5:07, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [2] falaram sobre.
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| domingo, 10 de dezembro de 2006 |
"É melhor chegar
"É melhor chegar três horas mais cedo do que um minuto atrasado"
Parece estranho começar um post com uma citação Shakespeariana de "As Alegres Comadres de Windsor" (se minha memória não me falhou agora) mas eu conseguiria compará-la (não perguntem porquê) ao fato de subestimar ou superestimar as coisas.
Eu realmente me esforço para nunca subestimar ninguém... "É melhor superestimar um idiota do que subestimar um hipócrita"
Mas acho que dessa vez errei. Subestimei, e como subestimei!
29 de outubro de 2006:
"vai ser um daqueles velhos que simplesmente sentam num canto e olham a vida passar, enquanto pensam, de vez em quando, como foi boa a sua "época".
Daqueles velhos que já não ficam se lamentando pelos problemas do mundo, já que pra ele aquilo ali é mais que normal! Que não se surpreende mais com pessoas ou com atitudes, pois já viu de tudo e sabe que o ser humano é capaz de ser pior que se imagina...
Daqueles que preferem assistir que participar de todas as coisas que acontecem... mas como todo bom observador acaba conhecendo melhor a alma das pessoas do que elas podem imaginar."
Pois é... subestimei... e como subestimei!
Parece que dezembro veio pra me dar uma surra e me provar que eu errei, que esse ano, tão perfeito, tão paradoxal, tão eletrocardiograma, tão montanha russa... não poderia simplesmente morrer sentado numa cadeira de balanço.
Ele realmente esteve à míngua. E como esteve... mas definitivamente, vai morrer com uma paulada rápida e letal tirando sua vitalidade, não por complicações causadas pela velhice.
Sem palavras para a minha última noite... muitas risadas, muitas crises de ódio, mil declarações de amor eterno ao Renato Russo, um papo chato de bêbada ao pé do ouvido do Felipe XD muiiiitoooo chocolateeee *_*, funk (sim, funk, Oh, kami-sama... funk!) Pokémon, fotos idiotas que eu mesma tirei pra ver minha cara de bêbada e coisas do gênero.
Ah sim... e a pergunta que não quer calar: Pq será q quando eu bebo eu falo as coisas que eu faço questão de esconder quando estou sóbria??
Aff... tá. Chega.
Não, não chega de post ainda... pensou q ia acabar assim, tão fácil??
Voltando às super e sub's...
Assim como tudo, é uma espada de dois gumes. Mas eu? Bah... eu só consigo segurar uma espada se ela me ferir de algum lado... esse é o mal de estar sempre nos extremos de tudo.
Subestimar as pessoas é algo muito, muito perigoso... muito mais que se pode imaginar, muito mais que se pode conceber...
No entanto viver superestimando, tomando cuidado, colocando as pessoas em patamares de não-humanos, mas apenas anjos ou demônios também cansa com o tempo...
Cansa como chegar três horas mais cedo
Até pq quando você faz isso, acaba perdendo muita coisa... coisas irrecuperáveis que depois de muito tempo, juntando todas as peças soltas você percebe que deixou passar... e isso é imperdoável!!
Ninguém é tão forte que não precise de ajuda.
E o pior...
Como eu posso reclamar que ninguém consegue me ler, ninguém consegue ler minha entrelinhas por completo, que todo mundo tem preguiça de pesquisar minhas citações, minhas músicas, meus trechos, meus autores ( pq só assim poderiam entender 100% do que eu digo) se eu mesma peco no mesmo quesito, só que ao contrário?
Como assim?
Se alguém escreve algo que me intriga, ou que eu não consigo entender, eu caço dicionários, uso google, corro atrás de dados, fatos históricos, datas, autores, trechos, citações, músicas, abro de cara a wiki e faço meu relatório daquilo, algo técnico, frio, e direto ao ponto...
Mas eu não consigo ler o que está na cara... afinal, pra que servem as entrelinhas para alguém que não consegue ler as linhas em si?? Pra que superestimar até uma frase quando ela quer dizer exatamente aquilo que está escrito??
Nessa sede de querer cavar o que não tinha, de querer tirar "leite de pedra", de querer fazer um relatório técnico em cima de algo que alguém escreveu com o coração, e não com a lógica... nessa sede eu perdi muita coisa, de muita gente... perdi, perco e ainda vou perder!
Afinal, apesar de cansar, saber que não serve pra nada, e correr o risco de já estar exausta antes do evento começar, eu ainda prefiro chegar três horas adiantada.
Agora tá bom, né?
Boa... hum... bom dia.
Bai-bai o/
Apenas dito por Cendrillon, às
5:18, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [2] falaram sobre.
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| domingo, 3 de dezembro de 2006 |
Outro di
Outro dia acabou de passar
Onde você me prometeu o céu,
Como muitos dias antes...
Mas por quanto tempo você pode ignorar?
Já é de conhecimento para o homem
que nunca nenhum de nós pode
ir contra seu destino.
Você não foi feita pra mim
Você beija o solo que eu piso,
abraça o ar que eu respiro,
esteja eu vivo ou morto
seu amor prevalecerá.
Fico aqui sem lágrimas para chorar,
sem língua enrolada para dizer uma mentira,
Como muitos anos antes...
Mas por quanto tempo você pode ignorar?
Você beija o solo que eu piso,
abraça o ar que eu respiro,
esteja eu vivo ou morto
seu amor prevalecerá
Um dia você verá;
Não sou seu destino,
e que não podemos ser um só.
L'ame Immortelle - Destiny
Simples assim.
Apenas dito por Cendrillon, às
22:27, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [2] falaram sobre.
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| sábado, 2 de dezembro de 2006 |
Far away
Far away, long ago,
Glowing dim as an ember,
Things my heart used to know,
Once upon a December
É... incrível como cada música consegue dizer em alguns versos o que eu gostaria ^^
Ainda faço uma retrospectiva musical desse ano até dia 31 ;]
Nhé... acabou outra vez. Dessa vez foi bem rápido, aliás! Quanto? Um mês? Um mês e meio? talvez nem isso... mas foi pouco, muito pouco tempo.
Na verdade era esse o tempo médio das minhas paixonites... eu é que perdi o hábito depois de tudo. Mas como eu já disse: largando alguns vícios, retomando outros...
E o tempo passando e tudo parecendo caminhar pr'aquele mesmo ponto, ao mesmo tempo que a paisagem é bem diferente, e há mais névoa que da última vez... ou talvez não. Talvez da última vez é que a névoa estivesse ali, e agora tudo parece mais nítido, logo, menos poético.
Ai, ai... tava tão inspirada pra postar, qdo abro o editor... parece que minha alma cronista esvaiu-se.
Só pra arquivo pessoal: sexta, dia 1 de dezembro... lançamento do curta (no comment's) depois Zeca - Humaitá/rampa - Zeca again.
Hehe, só pra auxiliar na minha memória. As outras lacunas ela preenche sozinha ^^
Aaahhh como pude esquecer?
1 de dezembro: "Rara...rararara... Cuidádo baka! Sim. Eu-sou-tosca. Ui. Acho-que-peidei."
Huhauahuahuahuah... sem noçãoooo foi a melhor XD
(sim, eu sei que cuidado não tem acento T_T)
Falando nisso... ontem também presenciei uma pérola da história da ironia e do sarcasmo universal, simplesmente lindoooo XD
É... acho que foi a melhor sexta-feira do meu ano até agora ^^
Ai, ai...
Té+
Bai-bai (no melhor estilo Arcueid) o/
Apenas dito por Cendrillon, às
4:03, quando nada era mais importante do que fazê-lo. Estes [2] falaram sobre.
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